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Conheça os piolhos que atacam pessegueiros, ameixoeiras e cerejeiras

Piolhos nas prunóideas pessegueiros ameixoeiras e cerejeiras

Entre as arvores frutíferas mais atacadas pelos afídeos (piolhos, pulgões), estão algumas espécies da família das prunóideas, sendo que, as ameixeiras, as cerejeira e os pessegueiros estão entre as espécies mais atacadas. Os ataques dos piolhos das prunóideas podem causar prejuízos graves e transmitir vírus às próprias arvores bem como a outras espécies frutícolas e hortícolas.

Se tiver na sua horta algumas destas frutíferas, é importante que conheça os piolhos que as atacam. Deixamos aqui uma descrição das espécies de piolhos das prunóideas mais frequentes e os danos que eles causam. No fim do artigo, deixamos também indicação de como combater os piolhos das prunóideas de modo biológico.

Piolhos das prunóideas – Pessegueiros

Piolho verde do pessegueiro (Myzus persicae)

Embora prefira esta espécie, ataca também outras prunóideas. É o afídio mais frequente no pessegueiro e um dos mais difíceis de combater. Pode causar prejuízos pelas picadas nos botões florais que provocam o seu abortamento e nas folhas originando o enrolamento e a descoloração. Estas picadas provocam ainda a paragem do crescimento e a secagem dos rebentos. Nos frutos, pode originar por vezes manchas empoladas ou deprimidas. É transmissor dos vírus da Sharka (plum pox virus) um dos que causam mais prejuízo nas prunóideas.

Hibernam na forma de ovos no pessegueiro e eclodem entre meados de janeiro e o final de fevereiro (fêmeas fundadoras). Os primeiros indivíduos não têm asas. Os alados surgem mais tarde. Atingem o pico das infestações em maio e depois migram parcialmente para diversas plantas herbáceas anuais ou para outras árvores e arbustos. Em outubro-novembro os adultos regressam aos pessegueiros para acasalarem e porem os ovos

Piolho negro do pessegueiro (Brachycaudus persicae)

Na primavera, o piolho negro do pessegueiro sobe ao longo do tronco e multiplica-se nos rebentos e nas folhas. Provoca o enrolamento das folhas e causa estragos importantes nos ramos novos. Os ataques são muito menos graves que os do piolho verde. Contudo, podem colonizar as raízes das plantas jovens e causar-lhes a morte. Pode ser observado na primavera e é no verão que mais ataca.

Piolhos nas prunóideas - pessegueiros ameixoeiras e cerejeiras
Piolho negro do pessegueiro (Brachycaudus persicae)

Hibernam na forma de fêmeas ápteras no colo das árvores, nas raízes ou nos ramos mais baixos (também pode invernar na forma de ovos). Colonizam os gomos muito cedo. No fim de março, migram para os rebentos onde permanecem e reproduzem-se. No fim do verão regressam às raízes e às partes baixas das árvores.

Piolho farinhento do pessegueiro e da ameixeira (Hyalopterus amygdali e H. pruni)

O piolho farinhento aparece ocasionalmente. Coloniza a parte inferior das folhas, sem causar enrolamento. Causa a paragem de crescimento dos rebentos. Se as populações forem abundantes, originam uma elevada produção de melada e a consequente fumagina, que desvaloriza a qualidade dos frutos e leva à queda precoce das folhas, comprometendo assim a floração do ano seguinte.

Hibernam na forma de ovos e eclodem no fim de março. Os primeiros indivíduos não têm asas. Os alados surgem mais tarde. O pico das infestações ocorre em junho-julho. No Verão permanecem nas árvores hospedeiras, mas também podem migrar para hospedeiros secundários. No final do Verão, os adultos regressam aos pessegueiros e ameixoeiras para acasalarem e porem os ovos.

Piolho da madeira do pessegueiro (Pterochloroides persicae)

É um afídio de grandes dimensões (2,5 a 4,2 mm). Ataca os pessegueiros e outras prunóideas. Através da sucção de seiva da casca e dos ramos, deixam a árvore debilitada e provocam a queda prematura dos frutos. Em casos extremos, a árvore afetada não produz fruta e o seu crescimento é retardado. A grande quantidade de melada produzida pelos afídios recobre os ramos e troncos e originam a fumagina.

Piolhos nas prunóideas - pessegueiros ameixoeiras e cerejeiras
Piolho da madeira do pessegueiro (Pterochloroides persicae)

Em Portugal parecem hibernar apenas na forma de fêmeas partenogenéticas (procriam sem precisar de machos que as fecundem). Surgem na primavera com várias gerações sucessivas e permanecem nas arvores atá ao fim do Verão. No Outono continuam nas hospedeiras, mas apenas na forma de fêmeas partenogenéticas.

Piolho castanho (Brachycaudus schwartzi)

O piolho castanho pode ser observado nos pessegueiros na primavera e sobretudo no verão. Pode causar estragos importantes nos ramos novos e provoca o enrolamento das folhas.

Hibernam na forma de ovos e eclodem no fim de março originando gerações sucessivas. Permanecem ativos nos pessegueiros atá ou fim do Outono época em que acasalam e põem os ovos para a hibernação.

Piolhos das prunóideas – Cerejeiras

Piolho negro da cerejeira (Myzus cerasi)

Podem causar prejuízos significativos pois provocam a deformação e o enrolamento das folhas e dos rebentos, cobrindo-os de fumagina. Segue-se a paragem do crescimento e pode ser fatal para arvores jovens.

Hibernam na forma de ovos nas cerejeiras e eclodem em março com gerações sucessivas. O pico das infestações ocorre em maio. Em junho e julho, quando as fêmeas desenvolvem as asas, migram em para hospedeiros secundários. Algumas podem ficar nas cerejeiras. No fim do Outono, os adultos regressam às cerejeiras para acasalarem e porem os ovos.

Piolhos das prunóideas – Ameixoeiras

Piolho verde da ameixeira (Brachycaudus helichrysi)

Piolhos nas prunóideas -ameixoeiras e cerejeiras
Piolho verde da ameixeira (Brachycaudus helichrysi)

Os piolhos nestas prunóideas são uma praga temível. As colónias que se instalam na copa das árvores provocam a crispação e enrolamento das folhas e produzem grandes quantidades de melada. Provocam a paragem do crescimento dos rebentos e a redução do teor de açúcares dos frutos. O piolho verde da ameixeira é ainda transmissor de vírus, entre os quais o da Sharka (plum pox virus).

Os piolhos das prunóideas também têm os seus pontos fracos como os piolhos das hortícolas.
Veja aqui várias sugestões para combater os piolhos das prunóideas de modo biológico

Texto adaptado – Fonte

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