Pragas e doenças da ervilha: como identificar e combater de modo biológico

Ervilheira saudável num quintal português, sem sinais de pragas e doenças da ervilha

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As pragas e doenças da ervilha mais frequentes são o oídio, o míldio, a ferrugem e a ascoquita, que atacam folhas e vagens, e os pulgões, o gorgulho e a traça-da-ervilha, que prejudicam flores, vagens e sementes. Reconheça os sintomas, semeie na época certa, rode as culturas, evite o excesso de humidade e use tratamentos biológicos, como o sabão de potássio e o enxofre molhável.

Como já descrevemos em outro artigo, as ervilhas são fáceis de cultivar e não exigem muitos cuidados especiais para podermos ter uma colheita produtiva. Infelizmente, a ervilha é propensa a contrair um número razoável de pragas e de doenças, que podem surgir em todas as fases do seu desenvolvimento. Mesmo as sementes secas não estão imunes. Mostramos de seguida como reconhecer as pragas e doenças da ervilha na sua horta e como as travar. Se ainda não semeou, comece por ler o artigo como cultivar ervilhas na época certa.

Pragas e doenças da ervilha: como saber o que está a atacar a cultura

Antes de aplicar qualquer tratamento, identifique a causa dos danos. Muitos sintomas são semelhantes, e uma intervenção inadequada pode ser ineficaz ou prejudicar os organismos auxiliares. Observe atentamente as folhas, as vagens, as raízes e os rebentos.

Folhas: um revestimento branco semelhante a farinha pode indicar oídio; uma penugem esbranquiçada a violácea na página inferior, acompanhada por manchas amareladas na face superior, é compatível com míldio; pequenas pústulas castanho-avermelhadas podem indicar ferrugem. Manchas circulares ou irregulares podem estar associadas a doenças fúngicas, como a ascoquitose ou a alternariose, mas exigem uma avaliação mais cuidada. Os recortes semicirculares nas margens das folhas são característicos da alimentação dos adultos de Sitona lineatus, conhecido como gorgulho-da-ervilha.

Vagens: manchas escuras, por vezes com margens bem definidas, podem estar associadas à antracnose ou a outras doenças. Um bolor cinzento pode indicar podridão cinzenta, causada por Botrytis cinerea. A presença de fios de seda, excrementos e larvas no interior das vagens pode revelar a ação de lagartas da traça-da-ervilha. Furos nas sementes podem resultar da alimentação de insetos, incluindo gorgulhos. Vagens deformadas podem estar relacionadas com a presença de tripes, mas também com falhas de polinização ou condições de crescimento desfavoráveis.

Raízes e colo: raízes escurecidas, podridão na base do caule, crescimento deficiente e amarelecimento podem indicar doenças do solo, como fusarioses ou pé-negro. Nas sementeiras, sementes danificadas, plântulas que não emergem ou plantas jovens que morrem podem estar relacionadas com larvas da mosca-das-sementes (Delia platura) ou com podridões causadas por fungos e organismos semelhantes.

Rebentos e flores: colónias de pequenos insetos, folhas enroladas e rebentos deformados são sintomas frequentes de ataques de pulgões. A observação da página inferior das folhas e das extremidades dos caules ajuda a confirmar a presença destes insetos.

Oídio da ervilha (Erysiphe pisi)

A doença mais grave que ataca a ervilha – pelo menos a mais comum em Portugal – é sem dúvida o Oídio, que ataca especialmente as plantações mais tardias. Os sintomas iniciais são manchas pálidas e indefinidas que evoluem para um polvilhado branco que cobre todos os órgãos aéreos da planta. O enchimento das vagens pode ser afetado em ataques mais severos. Esta doença tende a agravar-se com o passar do verão, por isso semeie culturas temporãs se quiser minimizar os ataques de Oídio.

Ao contrário de outros fungos, o oídio dispensa chuva e surge com dias quentes e noites húmidas, o que o torna a mais frequente das pragas e doenças da ervilha em Portugal. Respeite o compasso de sementeira, regue ao pé e, se aparecer, retire as folhas mais atingidas e aplique enxofre molhável, permitido em agricultura biológica, nas horas frescas e nunca acima dos 30 °C. Veja o artigo Oídio na horta – Como Prevenir e Tratar Modo Biológico para mais detalhes e tratamentos.

Folhas e vagem de ervilha com pó branco do oídio, uma das pragas e doenças da ervilha mais comuns
O pó branco-acinzentado nas folhas e nas vagens é o sinal típico do oídio, a doença mais frequente da ervilha

Míldio da ervilha (Peronospora viciae)

Outra doença comum na ervilha é o Míldio (Peronospora viciae) que afeta a página superior e inferior das folhas. Quando a infeção vem dos esporos presentes no solo, os folíolos engrossam e amarelecem. A planta fica ananicada e com uma penugem castanho violácea a cobrir a planta. Há ainda uma redução da floração. Quando o fungo ataca só parte dos folíolos, surgem manchas descoloradas na face superior e, na inferior, penugem castanho-violácea. Nas vagens, as lesões apresentam coloração amarelada tanto no exterior como no interior, onde se desenvolve também uma penugem branca.

Entre as pragas e doenças da ervilha, o míldio surge sobretudo com tempo húmido e fresco, no fim da estação. Use variedades menos vulneráveis ao míldio, não repita a ervilha na mesma parcela e evite regar ao fim do dia. Veja o artigo Como combater o Míldio nas culturas da horta para saber mais.

Ferrugem da ervilha (Uromyces pisi-sativi)

A Ferrugem (Uromyces pisi-sativi) é outro fungo que ataca a ervilha. Aparece nas folhas, nos caules e nas vagens como pequenas manchas amareladas que depois ficam castanho-avermelhadas, de aspeto pulverulento. Esta doença é favorecida pelo excesso de humidade. Tenha cuidado com as regas, em especial se o solo da sua horta não tiver boa drenagem. Deve destruir as plantas atacadas para evitar a propagação do fungo, sem as colocar no compostor, e não repita a cultura no mesmo local no ano seguinte. É uma das pragas e doenças da ervilha que melhor se previnem com drenagem. Veja o artigo Ferrugem nas plantas: Como prevenir e combater para saber mais sobre esta doença fungica.

Ascoquita, antracnose e alternariose: manchas nas folhas e nas vagens

Entre as pragas e doenças da ervilha, estas três doenças fúngicas causam manchas nos órgãos verdes e confundem-se com facilidade.

Ascoquita: a Ascoquita origina-se dos fungos (Ascochyta pisi; Mycosphaerella pinodes) e pode causar lesões principalmente nas folhas e nas vagens. Nas folhas, as manchas são arredondadas ou irregulares, de coloração cinzento-escura no centro e castanho-escuras nas margens. Se a infeção ocorrer em vagens novas, há formação de cancros escuros, que podem atingir as sementes. Zonas com invernos muito chuvosos e solos com pouca drenagem podem potenciar o surgimento desta doença.

Antracnose: é causada pelo fungo (Colletotrichum pisi) que ataca os caules, as folhas e sobretudo as vagens, onde forma manchas isoladas arredondadas de cor castanho-amarelada rodeadas de um anel escuro.

Alternariose: é provocada pelo fungo (Alternaria alternata) e causa lesões nas folhas e nas vagens, acastanhadas ou amareladas no centro e verdes nas margens, com 5 a 8 mm e anéis concêntricos.

Estes fungos sobrevivem em sementes e restos de cultura. Use sementes sãs, faça rotação de pelo menos três a quatro anos e retire e elimine as plantas infetadas.

Podridão cinzenta, fusariose e pé-negro

A Podridão Cinzenta (Botrytis cinerea) surge quando as pétalas das flores ficam fixas nas vagens, o que pode causar aborto da vagem e dos grãos. É visível uma podridão cinzenta a cobrir os folíolos e vagens. Aparece com humidade elevada e pouca ventilação. para saber mais veja o artigo Botrytis na horta: como identificar, prevenir e tratar de forma biológica.

A Fusariose (Fusarium solani f. sp. pisi; Fusarium oxysporum f. sp. pisi) é um fungo de solo que penetra na raiz ou no colo da planta, destruindo estes tecidos progressivamente e provocando a sua podridão. Acaba por debilitar a planta e condicionar o seu desenvolvimento, amarelecendo as folhas e debilitando os ramos. Persiste no solo durante muitos anos, o que a torna uma das pragas e doenças da ervilha mais difíceis de eliminar; a drenagem e a rotação são as melhores defesas.

Existem outros fungos que também atacam as ervilhas e causam doenças micóticas, mas causam estragos relativamente menores. É o caso da verrugose (Cladosporium herbarum) e do pé-negro (Pythium sp.), que apodrece as plântulas em solos frios e encharcados.

Gorgulho da ervilha (Bruchus pisorum)

O gorgulho é uma das pragas mais nocivas e uma das que mais se notam na colheita. O adulto, um pequeno escaravelho, aparece na floração e a fêmea deposita os ovos nas vagens jovens. Quando eclodem, as larvas penetram na vagem e entram nas sementes, onde se desenvolvem e deixam um furo redondo à saída. Cada larva ocupa uma semente. Cubra as plantas com uma rede anti-insetos de malha fina e elimine as vagens atacadas. Nas sementes secas guardadas, a congelação durante pelo menos 48 horas mata as larvas.

Traça-da-ervilha e lagarta-das-vagens

Outra praga muito nociva para a ervilha é a Traça-da-ervilha (Cydia nigricana). A larva da traça distingue-se da do gorgulho por ser amarelada de cabeça negra e deixar fios de seda nas vagens, entre os grãos. É uma praga que pode surgir desde a floração à formação das vagens. A traça põe os ovos nas folhas e nos caules junto às flores e as larvas entram nas vagens e alimentam-se das ervilhas, pelo que um ataque grave compromete boa parte da colheita.

Para esta praga, a proteção com rede na floração é a melhor defesa. O Bacillus thuringiensis, permitido em agricultura biológica, atua nas lagartas novas antes de entrarem nas vagens. Em zonas quentes pode surgir também a lagarta-das-vagens (Etiella zinckenella), que faz galerias nas vagens. O artigo Bacillus thuringiensis: o inseticida biológico contra lagartas ensina como usar este tratamento.

Pulgões da ervilha (afídeos)

Os afídeos podem surgir em todas as fases da cultura da ervilha. Alimentam-se da seiva e, quando a população é muito grande, pode levar à queda prematura das flores e/ou vagens, o que se traduz em quebra de produção. O mais comum é o Acyrthosiphon pisum, verde, de olhos vermelhos e antenas longas, que pica e suga a planta na floração. Já os afídeos (Aphis craccivora e Aphis fabae) são negros e originam o enrolamento das folhas.

Os efeitos prejudiciais diretos dos afídeos são incrementados pelo facto de serem transmissores de vírus, que deixam as folhas quebradiças, enroladas e manchadas (vírus do mosaico). Controlar os pulgões reduz as pragas e doenças da ervilha, porque espalham vírus. Pulverize sabão de potássio ao fim do dia com um bom pulverizador de pressão, repita passados alguns dias e atraia joaninhas e crisopas.

Estes artigos aqui no site podem der de ajuda para lidar com os pulgões:

Pulgões num rebento de ervilha em vaso na varanda, com uma joaninha, auxiliar no controlo das pragas e doenças da ervilha
Os pulgões sugam a seiva e transmitem vírus; as joaninhas ajudam a manter as colónias sob controlo

Tripes, cecidómia e outras pragas das flores

A Tripe da ervilha é pequeníssima (1,4 a 1,8 mm). Observando bem as vagens, consegue-se ver as larvas amarelas e os adultos reunidos. Picam as flores impedindo o seu normal desenvolvimento. Nas zonas contagiadas, não devem ser cultivadas ervilhas ou espécies da mesma família durante dois anos. A cecidómia-da-ervilha (Contarinia pisi), uma mosquinha, põe os ovos nas flores. As flores, depois de sugadas pelas larvas, ficam malconformadas e dão vagens disformes ou nem sequer as dão. Não repita ervilhas na parcela infestada durante, pelo menos, dois anos. O sabão de potássio ajuda a reduzir os tripes. Vigie as flores todas as semanas para travar esta praga a tempo.

Pragas das sementes e das plântulas

As pragas e doenças da ervilha podem surgir logo no início do cultivo, desde a sementeira até ao aparecimento das primeiras folhas. Ratos e pássaros podem comer as sementes, enquanto as aves também arrancam ou danificam os rebentos jovens. Para proteger a sementeira, utilize uma rede de proteção adequada ou cubra temporariamente o solo com ramos, sem impedir a emergência das plantas. No caso dos ratos, recorra a medidas preventivas e, se necessário, a armadilhas colocadas em locais seguros.

A mosca-das-sementes (Delia platura), é um pequeno díptero cujas larvas se alimentam de sementes em germinação e de plântulas jovens. Os danos podem impedir a germinação ou provocar o desenvolvimento deficiente e a morte das plantas. As larvas são esbranquiçadas, sem patas, e podem encontrar-se no interior das sementes ou junto às plântulas danificadas. A matéria orgânica em decomposição e o estrume recentemente incorporado no solo podem atrair as fêmeas para a postura. Para reduzir o risco, evite incorporar estrume fresco imediatamente antes da sementeira e prefira composto bem maturado.

Na fase de emergência, as lesmas também podem causar estragos consideráveis, consumindo os rebentos e as folhas tenras. Inspecione a horta ao entardecer e recolha manualmente os exemplares encontrados. A remoção de restos vegetais e de outros abrigos húmidos junto às plantas ajuda a reduzir os locais onde se escondem.

Como prevenir as pragas e doenças da ervilha de modo biológico

A prevenção é uma das formas mais eficazes de reduzir os problemas fitossanitários na ervilheira. A combinação de rotação de culturas, boas práticas de cultivo, biodiversidade e proteção física ajuda a manter as plantas saudáveis e a limitar a necessidade de tratamentos.

Rotação de culturas: é uma medida fundamental contra determinadas pragas e doenças que persistem no solo. Evite cultivar ervilhas e outras leguminosas suscetíveis na mesma parcela durante três a quatro anos, ajustando o intervalo ao problema fitossanitário identificado. para saber mais, veja o artigo Como fazer corretamente a rotação de culturas.

Sementes e variedades: utilize sementes sãs e escolha variedades com tolerância comprovada ao oídio e ao míldio, quando disponíveis. Confirme as características da variedade junto do fornecedor, uma vez que a tolerância depende da doença e da variedade em causa.

Sementeira e rega: respeite o compasso recomendado e escolha a época de sementeira adequada à região, consultando o calendário da horta por regiões. Regue preferencialmente junto ao solo, evitando molhar desnecessariamente a folhagem, e assegure uma boa circulação de ar entre as plantas. Estas medidas ajudam a reduzir condições favoráveis a determinadas doenças fúngicas.

Limpeza: no final do ciclo, retire os restos de cultura infetados e elimine-os de forma adequada, sem os colocar num compostor doméstico que não atinja temperaturas suficientes para destruir os agentes patogénicos. Limpe também os tutores e os materiais reutilizáveis quando necessário.

Biodiversidade: favoreça a presença de insetos auxiliares, como joaninhas e crisopas, que ajudam a controlar os pulgões. Plantas floridas adequadas junto à horta podem fornecer néctar e pólen a vários organismos auxiliares. Veja o artigo Como os insetos auxiliares trabalham na sua horta para saber mais.

Tratamentos biológicos: utilize sabão de potássio contra pulgões. O enxofre molhável pode ajudar a controlar o oídio, enquanto determinadas estirpes de Bacillus thuringiensis são eficazes contra lagartas suscetíveis nas fases jovens. Respeite as indicações do rótulo, as doses, as condições de aplicação e as precauções de segurança.

Proteção física: utilize uma rede anti-insetos de malha fina para dificultar o acesso de determinadas pragas, colocando-a antes de estas chegarem à cultura. A abertura da malha deve ser adequada ao inseto que se pretende excluir. Durante a floração, tenha em conta a necessidade de polinização e a presença de insetos auxiliares, abrindo a proteção quando necessário e sempre que seja seguro fazê-lo.

Canteiro elevado com ervilhas protegidas por rede anti-insetos contra as pragas e doenças da ervilha
Uma rede anti-insetos de malha fina, colocada antes da floração, impede que o gorgulho e a traça ponham os ovos nas vagens

Plantas companheiras e antagónicas da ervilha

A consociação certa pode ajudar a reduzir as pragas e doenças da ervilha. Como leguminosa, a ervilha fixa azoto no solo e dá-se bem com cenoura, rabanete, nabo, alface, espinafre, pepino e milho. A capuchinha funciona como planta-armadilha, desviando os pulgões, e a calêndula atrai insetos auxiliares. Por outro lado, evite plantar ervilhas junto de alho, cebola, alho-francês e cebolinho, do género Allium, que prejudicam o seu desenvolvimento. Veja o artigo sobre plantas companheiras e antagónicas.

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Estes produtos ajudam a prevenir e tratar as pragas e doenças da ervilha de modo biológico.

  • Rede anti-insetos malha fina. Para proteger as ervilheiras de insetos que podem transmitir doenças ou danificar as folhas e os rebentos, uma rede de malha fina constitui uma barreira física eficaz.
  • Túnel de cultivo. Para proteger as ervilhas do frio e das condições meteorológicas adversas, um túnel de cultivo ajuda a criar um ambiente mais favorável ao desenvolvimento das plantas.
  • Sabão de potássio concentrado. Para ajudar a controlar pragas de corpo mole, como os pulgões. Aplique conforme o rótulo.
  • Enxofre molhável. Para ajudar a prevenir e controlar o oídio, uma doença fúngica que pode afetar as ervilheiras. Respeite as condições de aplicação do rótulo.
  • Pulverizador de pressão prévia 2L. Para aplicar tratamentos biológicos ou produtos fitossanitários de forma uniforme nas ervilheiras, um pulverizador de pressão prévia facilita a aplicação em pequenas hortas.
  • Pulverizador elétrico 2L. Para quem procura maior comodidade na aplicação de tratamentos, um pulverizador elétrico permite pulverizar as plantas sem necessidade de bombear manualmente.

Sabia que…

O pulgão da ervilha existe em variantes verde e vermelha. Um estudo publicado na revista Nature, em 1997, mostrou que as joaninhas comem mais os vermelhos e as vespas parasitoides atacam mais os verdes, o que ajuda as duas cores a conviverem na mesma planta.

Diferenças regionais em Portugal

As pragas e doenças da ervilha variam com o clima de cada região.

Norte e interior: em geral, invernos e primaveras mais frescos e húmidos favorecem o míldio, a ferrugem, a ascoquita e a podridão cinzenta, por isso dê prioridade à drenagem, à ventilação e à rotação.

Sul, Alentejo e Algarve: as sementeiras de outono e inverno escapam ao calor, mas primaveras quentes e secas favorecem o oídio e os pulgões. Regas regulares e rede anti-insetos ajudam.

Madeira e Açores: o clima ameno e húmido mantém a pressão das doenças fúngicas durante grande parte do ano, por isso garanta boa circulação de ar e solo bem drenado.

Perguntas frequentes

Qual é a doença mais comum da ervilha em Portugal?

O oídio é, em geral, a mais comum das pragas e doenças da ervilha, sobretudo nas sementeiras mais tardias, quando os dias ficam quentes. Reconhece-se pelo pó branco-acinzentado nas folhas e nas vagens. Semear mais cedo, arejar as plantas e aplicar enxofre molhável, permitido em agricultura biológica, ajuda a controlá-lo.

Como evitar o gorgulho e a traça nas vagens da ervilha?

Cubra as plantas com rede anti-insetos de malha fina durante a floração, antes de os adultos pousarem, e faça rotação de culturas. Nas sementes secas guardadas, congele-as pelo menos 48 horas para matar as larvas de gorgulho. Elimine as vagens atacadas para não alimentar a geração seguinte destas pragas e doenças da ervilha.

Que produtos biológicos posso usar contra as pragas e doenças da ervilha?

Use sabão de potássio para pulgões e tripes, enxofre molhável para o oídio e Bacillus thuringiensis para lagartas novas. Escolha sempre produtos autorizados em agricultura biológica, siga o rótulo e aplique ao fim do dia, quando as abelhas já não estão ativas.

Quanto tempo devo esperar para voltar a semear ervilhas no mesmo local?

Idealmente três a quatro anos, sem repetir ervilhas nem leguminosas sensíveis, como as favas. Se teve fusariose, tripes ou cecidómia, espere mais tempo. A rotação com couves, cenouras ou alface quebra o ciclo das pragas e doenças da ervilha que ficam no solo.

Os pulgões transmitem doenças às ervilhas?

Sim, e isso agrava as pragas e doenças da ervilha. Além de sugarem a seiva, transmitem vírus, como os do mosaico, que deixam as folhas manchadas, enroladas e quebradiças. Não há cura para plantas infetadas, por isso controle os pulgões cedo com sabão de potássio, atraia joaninhas e crisopas e retire as plantas com sintomas.

Conclusão

Conhecer as pragas e doenças da ervilha é o primeiro passo para as travar. Com rotação de culturas, boa drenagem, sementeira na época certa, observação semanal e tratamentos biológicos, é possível manter as pragas e doenças da ervilha sob controlo e colher boas ervilhas sem químicos. Comece pela prevenção e reserve os tratamentos para os primeiros sintomas.

Para continuar a aprender sobre as pragas e doenças da ervilha, veja como cultivar ervilhas na horta e em casa, como fazer sabão inseticida e o calendário da horta por regiões em Portugal.

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