As doenças e pragas das favas mais comuns são a ferrugem, a mancha-de-chocolate, a podridão cinzenta, a fusariose, a antracnose, o mofo-branco e o míldio, entre as doenças, e os piolhos (afídeos), o gorgulho-da-fava e os tripes, entre as pragas. Quase todas as doenças e pragas das favas combatem-se de modo biológico, com prevenção cultural, preparados aprovados em agricultura biológica e proteção dos auxiliares da horta.
Reconhecer cedo as doenças e pragas das favas faz toda a diferença: uma mancha numa folha em fevereiro pode significar, em abril, metade da colheita perdida. Neste guia, revisto e atualizado, mostramos como identificar cada uma das doenças e pragas das favas, o que as favorece, como as evitar e como as tratar sem recorrer a produtos de síntese.
Tópicos neste artigo
Doenças das favas: porque aparecem e quando vigiar
As favas semeiam-se no outono ou no fim do inverno e crescem durante os meses mais húmidos do ano. É exatamente o ambiente de que a maioria dos fungos precisa, por isso quase todas as doenças das favas são fúngicas. Os esporos sobrevivem no solo, nos restos de cultura, nas sementes e em plantas vizinhas, e só esperam por condições favoráveis.
Os três fatores que mais pesam: humidade prolongada, sementeiras muito densas e restos de culturas anteriores deixados no canteiro. Quem controla estes três fatores já evita a maior parte das doenças das favas e dos prejuízos que trazem.
Quando vigiar: percorra o faval pelo menos uma vez por semana, olhando para a página inferior das folhas, para os rebentos e para a base dos caules. Os primeiros sintomas são discretos e é nessa fase que qualquer tratamento biológico funciona melhor nas doenças e pragas das favas.
Ferrugem da fava
Como identificar: a ferrugem é uma das doenças das favas mais frequentes. Surgem nas folhas pequenas manchas amareladas e, no centro, pústulas pulverulentas de cor laranja-acastanhada, rodeadas por uma auréola amarela clara. O agente é o fungo Uromyces viciae-fabae. Com a progressão, as folhas murcham e caem, e os caules mostram pústulas por vezes maiores do que as das folhas.
Condições favoráveis: chuva, orvalho e tempo húmido e ameno. Os esporos viajam com o vento para as plantas vizinhas.
Como combater de modo biológico: pulverize preventivamente com enxofre molhável ou calda bordalesa, ambos aprovados em agricultura biológica. O artigo Ferrugem nas plantas: Como prevenir e combater, acrescenta mais informação sobre a prevenção e tratamento da ferrugem.
Mancha-de-chocolate nas favas
Como identificar: entre as doenças das favas, esta é uma das mais favorecidas pelas condições frescas e húmidas do outono e inverno. É causada pelo fungo Botrytis fabae. Numa primeira fase surgem pequenas manchas castanho-avermelhadas nas folhas e caules; à medida que a doença evolui, estas lesões aumentam, escurecem e podem apresentar zonas concêntricas, dando origem ao característico aspeto de “chocolate”. Em ataques graves, podem ocorrer podridão das flores e vagens, desfolha, manchas nas vagens, rachaduras e sementes descoloradas.
Condições favoráveis: temperaturas frescas, humidade elevada e períodos prolongados de folhas molhadas favorecem a infeção. Sementeiras demasiado densas, pouca circulação de ar, excesso de azoto, má drenagem e plantas debilitadas por geadas podem aumentar o risco e a gravidade dos ataques. A doença tende a ser particularmente problemática em períodos de tempo fresco e chuvoso.
Como combater de modo biológico: a prevenção é a estratégia mais importante. Mantenha um espaçamento que permita boa circulação de ar, evite regar a folhagem e não trabalhe entre as plantas quando estas estão molhadas. Aos primeiros sinais, pulverize com calda bordalesa ou com preparados à base de plantas com efeito fungicida, desde o início da floração, antes da chuva ou de períodos húmidos, e repita duas semanas depois se a humidade persistir. O fungo vive no solo e nos restos de cultura, por isso remova todos os restos após a colheita e faça rotação de culturas.

Podridão cinzenta das favas
Como identificar: a podridão cinzenta é causada pelo fungo Botrytis cinerea e pode afetar folhas, caules, flores e vagens. Os primeiros sintomas surgem frequentemente como pequenas lesões castanhas ou acastanhadas, que aumentam em condições húmidas. Nas zonas afetadas desenvolve-se posteriormente um bolor cinzento e pulverulento, formado por grande quantidade de esporos. Flores e vagens podem apodrecer, sobretudo quando existem ferimentos ou tecido vegetal danificado.
Condições favoráveis: períodos prolongados de humidade, chuva, pouca circulação de ar e temperaturas moderadas favorecem o desenvolvimento da doença. Ferimentos provocados por geada, granizo, insetos ou operações de cultivo facilitam a entrada do fungo nos tecidos. Cultivos demasiado densos e folhagem que permanece molhada durante muito tempo também aumentam o risco.
Como combater de modo biológico: trate aos primeiros sintomas, sobretudo em tempo húmido, pulverizando com um fungicida biológico à base de Bacillus subtilis ou de Trichoderma (confirme no rótulo que é aprovado em agricultura biológica) ou com preparados à base de plantas com efeito fungicida. Evite o stress hídrico, arranque e elimine as plantas infetadas. O artigo Botrytis na horta: como identificar, prevenir e tratar de forma biológica, apresenta mais informação sobre esta doença das favas.
No final da cultura, retire os restos vegetais infetados e evite deixar material doente sobre o solo, reduzindo assim a quantidade de inóculo disponível para futuras infeções.
Fusariose das favas
Como identificar: a fusariose é causada por fungos do género Fusarium, que podem infetar as raízes e o colo das favas. As plantas afetadas apresentam crescimento reduzido, amarelecimento e murchidão progressiva, mesmo quando existe humidade suficiente no solo. Ao retirar uma planta doente, as raízes podem apresentar zonas castanhas ou escurecidas e sinais de podridão. Em ataques graves, a destruição do sistema radicular impede a absorção adequada de água e nutrientes e pode levar à morte da planta.
Condições favoráveis: o desenvolvimento da doença é favorecido por solos com drenagem deficiente, temperaturas elevadas e plantas submetidas a stress. Ferimentos nas raízes e a repetição de culturas suscetíveis no mesmo local também podem aumentar o risco. Ao contrário de doenças foliares favorecidas sobretudo pela humidade sobre a parte aérea, a fusariose está principalmente associada ao solo e ao sistema radicular.
Como combater de modo biológico: não existe um tratamento curativo eficaz depois de o sistema radicular estar gravemente infetado. A prevenção é, por isso, fundamental. Faça uma rotação adequada das culturas, evite cultivar favas repetidamente no mesmo local e garanta uma boa drenagem do solo. Utilize sementes de qualidade e evite provocar ferimentos nas raízes durante a preparação ou manutenção da cultura.
Remova as plantas gravemente afetadas e os restos de cultura, evitando incorporá-los diretamente no solo quando houver suspeita de doença.
Antracnose das favas (mancha-de-ascochyta)
Como identificar: entre as doenças das favas, esta destaca-se pela possibilidade de o agente patogénico ser transportado pela própria semente. É causada principalmente pelo fungo Ascochyta fabae (associado à fase sexuada Didymella fabae). Nas plantas jovens podem surgir pequenas lesões castanho-escuras ou avermelhadas nas folhas, que aumentam progressivamente e desenvolvem um centro mais claro ou acinzentado. As lesões também podem aparecer nos pecíolos e caules, onde podem enfraquecer a planta. Nas vagens, formam-se manchas escuras e deprimidas que podem atingir as sementes e comprometer a sua qualidade.
Condições favoráveis: períodos de tempo fresco e húmido favorecem a germinação dos esporos e a propagação da doença. Chuva frequente, orvalho persistente e folhagem que permanece molhada durante várias horas aumentam o risco de infeção. A elevada densidade de plantas também facilita a disseminação do fungo entre folhas e plantas.
Como combater de modo biológico: a prevenção começa pela utilização de sementes certificadas e de boa qualidade sanitária. Evite sementeiras demasiado densas e mantenha uma boa circulação de ar entre as plantas. Não utilize sementes provenientes de plantas que apresentaram sintomas da doença e faça uma rotação adequada das culturas.
Durante o cultivo, remova as partes claramente afetadas e retire os restos da cultura no final da colheita. Evite trabalhar entre as plantas quando a folhagem está molhada, pois isso pode facilitar a disseminação do fungo.
Mofo-branco nas favas
Como identificar: das doenças das favas, esta merece especial atenção porque o fungo pode permanecer no solo durante vários anos. O fungo Sclerotinia sclerotiorum ataca sobretudo hastes e ramos, causando amarelecimento, murchidão e secagem das folhas, e pode matar a planta. Com o tempo surge um micélio branco e felpudo, parecido com algodão, e depois pequenos corpos negros (escleródios).
Condições favoráveis: períodos prolongados de humidade, temperaturas moderadas, chuva frequente, orvalho persistente e pouca circulação de ar favorecem o desenvolvimento da doença. Cultivos demasiado densos aumentam o tempo de secagem da folhagem e criam um ambiente mais favorável ao fungo. A rega por aspersão pode igualmente aumentar o risco ao manter as plantas e o solo húmidos durante mais tempo.
Como combater de modo biológico: semeie menos denso, com mais espaço entre plantas. Garanta uma boa drenagem do solo e, sempre que possível, prefira regar junto à base das plantas em vez de molhar a folhagem. Remova as plantas gravemente afetadas e retire-as da horta sem as colocar na compostagem doméstica. Tenha especial cuidado para não espalhar os escleródios juntamente com terra aderente às raízes.
Os escleródios podem sobreviver no solo durante vários anos, pelo que a rotação de culturas é importante. Evite repetir favas ou outras culturas suscetíveis no mesmo local durante vários anos, sobretudo quando a doença já foi detetada. No entanto, a rotação isoladamente pode não eliminar o problema, porque Sclerotinia sclerotiorum possui uma ampla variedade de plantas hospedeiras.
Míldio das favas
Como identificar: o míldio é uma das doenças das favas que pode passar inicialmente despercebida. É causado pelo fungo-like Peronospora viciae e manifesta-se primeiro por manchas cloróticas ou amareladas na página superior das folhas. Na página inferior, nas zonas correspondentes, pode desenvolver-se uma eflorescência acinzentada ou esbranquiçada, constituída por estruturas do agente patogénico. À medida que a doença progride, as folhas ficam castanhas, secam e caem, reduzindo a área foliar e o desenvolvimento da planta. Os rebentos jovens também podem ser afetados.
Condições favoráveis: períodos prolongados de humidade, orvalho persistente, chuva e temperaturas frescas favorecem a doença. Folhagem demasiado densa, pouca circulação de ar e regas que mantêm as folhas molhadas durante muito tempo aumentam o risco de infeção.
Como combater de modo biológico: a luta indicada para a ferrugem serve igualmente para o míldio. o artigo Como combater o Míldio nas culturas da horta, aborda a prevenção e o tratamento desta doença de modo abrangente.
No final da cultura, remova os restos vegetais afetados e mantenha uma rotação adequada, evitando repetir favas ou outras culturas suscetíveis no mesmo local nos anos seguintes.
Pragas das favas: quais são e quando vigiar
Nas doenças e pragas das favas o calendário muda: ao contrário das doenças, que se instalam com a humidade, as pragas das favas chegam com a primavera, quando surgem os rebentos tenros e as primeiras flores. As três mais comuns são os piolhos, o gorgulho-da-fava e os tripes.
Os três fatores que mais pesam: rebentos novos e tenros, excesso de azoto no solo e falta de auxiliares na horta. Quem faz a desponta na altura certa, aduba com moderação e mantém flores e abrigos por perto reduz a maior parte das pragas.
Quando vigiar: a partir do início da floração, observe todas as semanas as pontas dos rebentos, as flores e a página inferior das folhas.
Piolhos nas favas (afídeos)
Como identificar: entre as pragas das favas, os piolhos são as mais frequentes e, ao contrário das doenças das favas, veem-se bem à vista desarmada. Os mais comuns são o piolho-preto-da-fava (Aphis fabae), o Aphis craccivora e o Acyrthosiphon pisum. Formam colónias nos rebentos, nas flores e nas vagens jovens, alimentam-se da seiva e deixam folhas enroladas, manchas amareladas e uma melada pegajosa.
Condições favoráveis: primavera amena, rebentos tenros e excesso de azoto.
Como combater de modo biológico: faça a desponta, cortando as pontas das plantas quando já têm vagens formadas, porque os piolhos preferem os rebentos jovens. Ao primeiro foco, lave as colónias com um jato de água e pulverize com sabão de potássio ou óleo de neem; um bom pulverizador de pressão prévia torna a aplicação mais uniforme. As joaninhas, as crisopas e os sirfídeos são os seus melhores aliados.

Gorgulho-da-fava
Como identificar: entre as pragas das favas, é uma das que pode passar facilmente despercebida durante o cultivo, porque grande parte do desenvolvimento da praga ocorre dentro das sementes. O Bruchus rufimanus, conhecido também como gorgulho-da-fava ou carneiro, é um pequeno coleóptero. Os adultos colocam os ovos nas vagens em desenvolvimento e, depois de eclodirem, as larvas penetram nas sementes, onde se alimentam e completam o seu desenvolvimento. Nas favas secas armazenadas, a presença da praga pode ser denunciada por pequenos orifícios circulares na superfície das sementes, correspondentes à saída dos adultos.
Condições favoráveis: temperaturas amenas durante a floração e formação das vagens favorecem a atividade dos adultos e a postura. O problema pode continuar depois da colheita, sobretudo quando as favas infestadas são armazenadas à temperatura ambiente.
Como combater de modo biológico: colha as favas destinadas a consumo seco quando estiverem completamente desenvolvidas e deixe-as secar bem antes do armazenamento. Separe e descarte as sementes que apresentem orifícios ou outros sinais de infestação.
Para conservar sementes para a próxima campanha, uma das medidas mais eficazes sem recurso a inseticidas é o congelamento. Coloque as sementes bem secas num recipiente ou saco hermético adequado e mantenha-as no congelador durante vários dias, permitindo que o frio atinja também o interior das sementes. Depois, deixe-as regressar à temperatura ambiente ainda dentro do recipiente fechado, evitando a formação de condensação sobre as sementes. Em seguida, armazene-as num recipiente hermético, num local fresco, seco e escuro.
A proteção dos inimigos naturais também contribui para reduzir a pressão da praga no campo. Sempre que possível, mantenha flores que forneçam alimento aos insetos auxiliares e evite tratamentos de largo espectro que possam prejudicar parasitoides e outros organismos benéficos.
Tripes nas favas
Como identificar: entre as pragas das favas, os tripes estão entre as mais discretas. Estes pequenos insetos alimentam-se sobretudo de tecidos jovens, flores e órgãos em desenvolvimento. A sua alimentação provoca pequenas manchas esbranquiçadas ou prateadas nas folhas, que podem posteriormente necrosar, além de deformações e cicatrizes nas flores e vagens. Quando o ataque é intenso, pode ocorrer abortamento de flores e as vagens podem adquirir um aspeto bronzeado. Algumas espécies de tripes também podem transmitir vírus às plantas, embora isso dependa da espécie presente e do vírus em causa.
Condições favoráveis: tempo quente e seco favorece geralmente o aumento das populações de tripes. O problema pode ser mais intenso quando as plantas estão submetidas a stress hídrico e quando existe pouca presença de inimigos naturais.
Como combater de modo biológico: observe regularmente folhas, flores e rebentos jovens, procurando os pequenos insetos e os sinais característicos da sua alimentação. As armadilhas cromáticas azuis são particularmente úteis para detetar a presença de tripes e acompanhar a evolução da população, podendo também capturar alguns adultos, mas não substituem outras medidas de controlo.
Em pequenos canteiros, uma rede anti-insetos de malha suficientemente fina pode reduzir a entrada de adultos, sobretudo quando instalada antes do aparecimento da praga. Os tripes em fase jovem podem ser controlados com sabão de potássio em concentração ligeiramente superior — 25 ml por litro — e com aplicação dirigida às flores e aos rebentos mais novos onde os tripes se concentram.

Prevenção geral das doenças e pragas das favas
A melhor proteção contra as doenças e pragas das favas começa antes de aparecerem os primeiros sintomas. Uma combinação de vigilância, boa circulação de ar, sementes de qualidade, rotação de culturas e uma gestão adequada da água reduz significativamente o risco e ajuda a detetar os problemas numa fase em que ainda é mais fácil controlá-los.
Vigilância semanal: observe regularmente a página superior e inferior das folhas, os caules, flores e vagens. Detetar cedo as doenças e pragas das favas permite remover partes afetadas e tomar medidas antes de o problema se espalhar.
Rotação e limpeza: evite cultivar favas repetidamente no mesmo local e faça uma rotação de culturas adequada, especialmente quando já ocorreram doenças transmitidas pelo solo. Uma rotação de três a quatro anos pode ser útil para muitas doenças, mas algumas, como as causadas por Sclerotinia, podem persistir durante períodos mais longos. Retire os restos de plantas doentes depois da colheita e não os coloque na compostagem doméstica.
Sementes e espaçamento: utilize sementes certificadas ou provenientes de plantas saudáveis e evite guardar sementes de plantas que apresentaram sintomas de doenças. Respeite um espaçamento que permita a circulação de ar entre as plantas, reduzindo o tempo durante o qual as folhas permanecem húmidas.
Água e solo: a humidade persistente sobre a folhagem favorece várias doenças das favas. Prefira regar junto à base das plantas, evitando molhar as folhas, e regue de preferência durante a manhã para permitir que eventuais salpicos sequem rapidamente. Mantenha o solo bem drenado e evite tanto o encharcamento como o stress hídrico.
Equilíbrio da cultura: evite o excesso de adubação azotada, que pode estimular uma vegetação demasiado tenra e densa. Uma nutrição equilibrada, boa exposição solar e plantas sem stress ajudam a manter a cultura mais resistente e dificultam a instalação de algumas pragas e doenças.
🛒 O que vai precisar (Lista de Compras Recomendada)
🔍 Transparência: O Hortas Biológicas é um projeto independente. Ao comprar através dos links abaixo, recebemos uma pequena comissão da Amazon, o que nos ajuda a continuar a criar guias gratuitos para a nossa comunidade. O preço para si é exatamente o mesmo, sem qualquer custo adicional! Obrigado por apoiar o projeto.
Tudo o que se segue serve para prevenir e tratar as doenças e pragas das favas.
Pulverizadores
- Pulverizador manual de gatilho de 1 litro. É o mais simples e chega para vasos e canteiros pequenos.
- Pulverizador de pressão prévia de 3 litros com lança. Dá um jato fino e uniforme, ideal para tratar um faval inteiro.
- Pulverizador de bateria. Poupa esforço e serve para todas as culturas da horta.
Proteção e monitorização
- Conjunto de sabão de potássio e óleo de neem. Resolve piolhos, tripes e outros problemas da horta com os mesmos produtos.
- Armadilhas cromáticas azuis. Mostram cedo a presença de tripes.
- Rede anti-insetos de malha fina. Impede a chegada de tripes e outros insetos aos canteiros das favas.
Plantas companheiras e antagónicas contra as doenças e pragas das favas
Boas companheiras: uma vizinhança equilibrada reduz as doenças e pragas das favas. A batata, o milho, a cenoura, a couve, o espinafre, a alface e o morango convivem bem com as favas. A capuchinha funciona como planta-armadilha para o piolho-preto, e a segurelha ajuda a afastá-lo.
Más vizinhas: o alho, a cebola, o alho-francês e o funcho inibem o crescimento das favas e devem ficar afastados.
Doenças e pragas das favas: diferenças regionais em Portugal
As doenças e pragas das favas não surgem todas ao mesmo tempo em todo o país. O clima muda a ordem dos problemas, por isso a vigilância também deve mudar.
Norte e interior: a humidade e as geadas favorecem a mancha-de-chocolate, o míldio e o mofo-branco. Semeie com espaço e evite regar por cima.
Sul, Alentejo e Algarve: as doenças e pragas das favas mais comuns são a fusariose, os piolhos e os tripes, favorecidos pelo calor e pela secura.
Sabia que…
Entre as doenças e pragas das favas, o piolho-preto-da-fava tem um hábito curioso: passa o inverno sob a forma de ovo em arbustos como o evónimo, antes de voltar aos favais na primavera.
Perguntas frequentes sobre doenças e pragas das favas
Porque é que as minhas favas têm manchas castanhas nas folhas?
Quase sempre é um fungo, sobretudo mancha-de-chocolate, ferrugem ou antracnose. Estas doenças das favas aparecem com humidade e frio. Observe a forma das manchas: em alvo indica mancha-de-chocolate; pústulas laranja indicam ferrugem. Retire as folhas afetadas e pulverize de modo biológico.
Como tratar as doenças e pragas das favas sem produtos químicos?
Primeiro previna: rotação, espaçamento e rega à base. Depois vigie semanalmente e, aos primeiros sintomas, use enxofre, calda bordalesa em moderação, sabão de potássio ou óleo de neem. As doenças e pragas das favas tratadas cedo e de modo biológico raramente comprometem a colheita.
Como tratar a ferrugem das favas de modo biológico?
A ferrugem é uma das doenças das favas mais fáceis de reconhecer. Pulverize com enxofre molhável ou com calda bordalesa em moderação, antes da chuva e aos primeiros sintomas. Retire as folhas muito atingidas, evite molhar as folhas ao regar e deixe espaço entre plantas para que o ar circule. Repita passadas duas semanas se o tempo continuar húmido.
O que fazer aos piolhos pretos das favas?
São as pragas das favas mais comuns. Faça a desponta, lave as colónias com um jato de água e pulverize com sabão de potássio ou óleo de neem. Evite o excesso de azoto, plante capuchinhas como isco e proteja as joaninhas e as crisopas, que comem piolhos em grande quantidade.
Posso comer favas de plantas com ferrugem ou mancha-de-chocolate?
As doenças das favas de origem fúngica, que atacam as folhas, não tornam as vagens perigosas para comer. Descarte, no entanto, as vagens podres, mofadas ou muito manchadas, e lave bem as favas antes de as cozinhar. As sementes descoloradas não servem para sementeira do ano seguinte.
Como evitar o gorgulho nas favas secas?
Colha as vagens a tempo, retire as sementes furadas e congele as boas durante pelo menos 48 horas. Depois guarde-as em frascos fechados, num local fresco e seco. Assim as larvas que ainda estejam nas sementes morrem e não se espalham pela despensa.
Conclusão: como controlar as doenças e pragas das favas
As doenças e pragas das favas são muitas, mas quase todas avisam antes de causar danos graves. Com rotação, espaçamento, rega à base e vigilância semanal, evita a maioria dos problemas; quando surgirem, os tratamentos biológicos funcionam bem se forem aplicados cedo.
As doenças e pragas das favas fazem parte do ciclo de qualquer horta; o que as distingue é a rapidez com que as deteta e trata.
Para evitar as doenças e pragas das favas desde a sementeira, leia o nosso guia sobre como cultivar corretamente favas na sua horta e o artigo sobre o calendário da horta por regiões em Portugal, para saber a melhor altura de semear na sua zona.








