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ABÓBORAS

Abóboras Pumpkin

 

Existem literalmente centenas de variedades de abóboras.

Contudo, tendo em conta que o principal objetivo destes conteúdos é serem práticos e instrutivos, vamos apenas destacar as abóboras que são mais cultivadas no nosso país e que estão divididas em três espécies distintas.

Moschata – variedades mais conhecidas - gerimum, mogangas (morangas no Brasil)
Pepo - variedades mais conhecidas são as porqueiras (várias) e as aboborinhas (courgettes). Talvez a mais difundida e antiga entre nós.
Maxima - variedades mais conhecidas: menina, pau e okaido.

Moschata
A origem desta espécie varia entre o México e a América Central.
Têm frutos de variadíssimas formas, as mais comuns vão do redondo achatado ao oblongo mais ou menos comprido e largo, lisas ou com gomos, pouco variável na cor, quase sempre castanho alaranjado, a polpa é de um laranja vivo, espessa e textura firme, presta-se à confeção de doces e compotas.
Como planta é a menos robusta das espécies usadas, porém ramifica fortemente e é muito produtiva.

Abóbora Gerimum

Gerimum

Abóbora Moganga (Moranga)

Moganga (Moranga)

Pepo

A sua origem é a região do México até aos Andes.
Muito utilizadas na alimentação humana e animal como o nome de algumas implica, de igual modo as sementes também são salgadas e consumidas como acepipes. As plantas da espécie pepo são de um vigor excecional, podendo atingir vários metros de comprimento, necessitando de espaço para se poder desenvolver na plenitude. Os frutos apresentam-se em diversas formas, as mais comuns, a redonda achatada e a alongada, ambas podem ser lisas ou com gomos, algumas variedades cobrem-se de numerosas protuberâncias.

Abóbora Porqueira

Porqueira

Courgette

Cougette

Maxima

Originaria do norte da Argentina e vales abrigados do norte da região Andina.
A abóbora maxima é a espécie com maior variabilidade de todas, tanto no tamanho, como na forma e cor dos frutos; enquanto algumas variedades não vão além de um quilo, outras há com proporções gigantescas, as cores também divergem, do laranja vivo ao cinzento claro, verde-escuro, listadas ou uniformes. As formas são na maior parte arredondadas, umas achatadas com alguns ou muitos gomos, as maiores tendem a ser quase esféricas com a base achatada e casca lisa. A polpa é de um laranja vivo e noutras variedades amarela, geralmente doce e de textura firme.

Abóbora Pau

Abóbora Pau

Abóbora Menina

Menina (Bolina)

Abóbora GilaGila

Para além destas três existe ainda outra conhecida abóbora, a gila ou chila.

É da espécie ficifolia, menos cultivadas que as anteriores e utilizada quase exclusivamente na confeção dos doces e compotas.

É uma planta de grande vigor e hábito trepador, produzindo numerosos frutos se lhe fornecerem espaço adequado.
Os frutos de cor verde sarapintados de branco tem uma casca fina e rija, a polpa branca é filamentosa e as sementes ovais arredondadas, planas com cor cinzenta e negra e em grande quantidade por fruto, os quais tem um grande poder de conservação, podendo chegar aos dois anos.

 

Abobora CarneiraCarneira


Resta mencionar uma última abóbora, embora de outro género.

É mais propriamente uma cabaça, e conhecida por vários nomes como carneira, água e carne, sendo utilizada exclusivamente para doces e quando cristalizada é um dos ingredientes do bolo-rei.
O nome botânico desta planta é Lagenaria siceraria e goza de grande vigor, sendo trepadora por natureza.
Os frutos são numerosos e podem atingir metro e meio de comprimento, estreitos, de forma cilíndrica, cor verde-claro e casca fina.

A polpa é branca e gelatinosa.

Conservação
Uma abóbora inteira conserva-se por cerca de dois meses após a colheita a temperatura ambiente, em local arejado e seco, sempre com o pé.
Para congelar, deve cortar-se a abóbora em cubos ou fatias.
Se se destinar a sopa pode ser congelada crua; de outro modo é necessário fazer um branqueamento, mergulhando-a em água a ferver durante 3 minutos.
Depois de fria, acondicionar num saco plástico de congelação e colocar no congelador.
A abóbora também pode ser congelada em forma de puré.  
Nota: A abóbora é sensível ao frio, ou seja, quando conservada a temperaturas abaixo dos 10 º C, o risco dos seus valores nutricionais serem alterados é maior.
Se estes valores são uma preocupação primária para si, não deverá guardá-la no frigorífico por mais que duas semanas.

Valor nutritivo
Muito baixa em calorias 10 Kcal por 100g (0.5% DDR) (95% da sua composição é água) e rica em ferro, cálcio, fósforo, potássio, magnésio, zinco, fibra, riboflavina.
Também contém sais minerais (fósforo, cálcio, potássio), e vitaminas A, E, B1, B2, B6 e C.
É muito digerível e contribui para o bom funcionamento do intestino. 
Ajuda a manter o PH do organismo, combate a prisão de ventre.
As suas sementes cruas são vermífugas, ou seja combatem a ténia e outros parasitas intestinais. 
Todas as variedades de abóbora são também laxantes e depuradoras de tóxicos intestinais que elevam a pressão arterial. 
Além disso, está repleta de fito-nutrientes que mantêm a pele jovem ajudam a impedir os malefícios da luz solar.

 

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